A construção de espaços mais diversos e representativos esteve no centro das discussões promovidas pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Santa Catarina (OAB/SC) nesta sexta-feira (30), durante o evento "Julho das Mulheres do Brasil: Latino-Americanas". Realizado em formato híbrido, no auditório da Seccional, em Florianópolis, e online pelo YouTube, o encontro reuniu profissionais de diferentes áreas para refletir sobre os desafios enfrentados por mulheres negras, indígenas e latino-americanas e discutir caminhos para fortalecer a igualdade de direitos, a acessibilidade e a participação feminina em posições de liderança.
A programação integrou as ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, e foi organizada pela Comissão de Igualdade Racial, em parceria com a Comissão da Mulher Advogada, Comissão de Combate à Violência Doméstica, Comissão OAB Cidadã, Comissão de Assistência Social e Comissão de Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero.
Ao longo do encontro, advogadas, psicólogas, comunicadoras, pedagogas, administradoras, lideranças e representantes de instituições compartilharam experiências e perspectivas sobre os desafios da promoção da equidade. A programação abordou temas como representatividade em espaços de decisão, direitos das mulheres negras, acessibilidade, enfrentamento das desigualdades e a construção de ambientes institucionais mais inclusivos.
A iniciativa buscou incentivar a troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas e fortalecer a atuação conjunta em defesa dos direitos humanos, da igualdade racial e da valorização da diversidade, reafirmando o compromisso da advocacia catarinense com esses temas.
Márcia Cristina Lamego, presidente da Comissão de Igualdade Racial, reforça que, "quando mulheres negras, indígenas e latino-americanas ocupam espaços de fala e de decisão, ampliamos o debate sobre direitos e fortalecemos a construção de uma sociedade mais justa e representativa. A OAB/SC tem o compromisso de fomentar essas discussões e transformar o diálogo em ações concretas voltadas à inclusão e ao respeito à diversidade."
